Quem trabalha com criação de conteúdo, gerencia anúncios ou simplesmente gosta de gadgets de ponta pode receber, a qualquer momento, uma nova leva de produtos Apple. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a companhia prepara anúncios silenciosos — via press release e vídeos no YouTube — para atualizar iPad Pro, Vision Pro e o MacBook Pro básico de 14 polegadas, todos turbinados pelo inédito chip M5.
Não haverá keynote grandiosa; a estratégia é parecida com os lançamentos fora de temporada que a Apple vem adotando para “refreshes” incrementais. Mesmo assim, o pacote de novidades mexe diretamente com quem depende de hardware rápido para edição de vídeo, realidade mista, desenvolvimento de apps ou simplesmente quer entender onde a Apple está posicionando a linha M nos próximos anos.
Novo iPad Pro: potência M5 e mais RAM, mas sem revolução visual
Um par de vídeos de unboxing vazados na Rússia entregou quase tudo: o novo iPad Pro traz o chip M5 com CPU de 9 núcleos (três de alto desempenho e seis de eficiência) e, no mínimo, 12 GB de RAM — um ganho importante para multitarefa em apps profissionais ou jogos de alto nível. Nos testes do Geekbench 6, o tablet mostrou até 12 % mais desempenho multicore e 36 % mais poder gráfico que o modelo com M4.
Na carcaça, a única alteração perceptível é a retirada do nome “iPad Pro” na traseira. O rumor de que haveria duas câmeras frontais — facilitando chamadas tanto em retrato quanto em paisagem — não ganhou respaldo nos vídeos vazados.
Vision Pro revisado: chip M5 e conforto extra
O headset de realidade mista deve trocar o M4 previsto inicialmente por um M5, além de possivelmente incorporar um chip secundário R2 dedicado a processar gestos e olhares. Há também indícios de uma nova alça “Dual Knit Band” mais confortável e da opção de cor Space Black.
Documentos da FCC indicam manutenção do Wi-Fi 6, nada de Wi-Fi 6E ou 7. Resta saber se a Apple comercializará o produto como “Vision Pro 2” ou apenas um upgrade, já que rumores apontam pausa no desenvolvimento de um sucessor completo e também de um modelo mais leve e barato (“Vision Air”).
MacBook Pro de 14 pol. ganha M5 antes dos irmãos mais potentes
Para quem edita vídeo ou renderiza no laptop, a maior surpresa pode ser o MacBook Pro básico com chip M5 “pronto para lançamento”. Modelos com M5 Pro e M5 Max só chegariam no início de 2026. Fora o novo processador, não se espera mudança significativa de design ou tela — as transformações maiores, como display OLED, touchscreen e conectividade celular, ficam para a geração com chip M6, prevista para usar o processo de 2 nm da TSMC.
Imagem: Joe Rossignol
Outros produtos no radar, mas sem data certa
Ainda para 2025, a Apple ensaia atualizações do HomePod mini, Apple TV, AirTag e até novos monitores Pro Display XDR e Studio Display. O alto-falante inteligente, por exemplo, poderia ganhar chip S9, Wi-Fi 6E/7 e som aprimorado, além de se integrar à versão “Apple Intelligence” da Siri. Já o Apple TV deve pular para o A17 Pro e, em algum momento futuro, pode receber câmera FaceTime embutida.
M5: upgrade pontual ou sinal de ruptura na linha Apple Silicon?
Quem analisa o ecossistema Apple precisa ver além do aumento de núcleos. Lançar iPad Pro, Vision Pro e um MacBook Pro “de entrada” com o mesmo M5 sinaliza padronização de performance e um ajuste de portfólio: tablets e headsets sobem ao patamar de desktop, enquanto o MacBook Pro básico garante a base para workflows criativos mais leves.
Para desenvolvedores, isso cria um target comum de hardware, facilitando otimizações de apps 3D ou de realidade aumentada entre iPadOS, visionOS e macOS. Para publishers que dependem de renderização rápida de vídeo ou imagens para Google AdSense e afiliados, o salto de GPU (36 %) pode significar cortes reais no tempo de produção.
Em paralelo, a Apple adia recursos “bombásticos” — Wi-Fi 6E no Vision Pro, tela OLED no Mac — e concentra a inovação de 2 nm no futuro chip M6. Essa escolha sugere um ciclo alternado: um ano foca em ganhar fôlego de performance, o seguinte traz redesigns profundos. Entender esse ritmo ajuda criadores e profissionais de marketing a planejar investimentos em hardware, garantindo que o equipamento comprado hoje se mantenha relevante pelo menos até a verdadeira próxima virada de arquitetura.
Com anúncios provavelmente limitados a press releases, a Apple reforça que nem todo upgrade merece palco — mas nem por isso deixa de mexer nos bastidores do mercado de computação pessoal e realidade mista.