AirPods Max 2 estreiam cinco anos após o modelo original e entregam áudio mais poderoso graças a um novo amplificador interno, chip H2 e cancelamento de ruído que bate de frente com Sony e Bose, mas sem qualquer mudança no design — fator que levanta a pergunta: vale pagar os mesmos US$ 549 por um upgrade tão contido?
O que realmente mudou debaixo dos arcos de alumínio
A principal evolução está na eletrônica. O chip H2 substitui o antigo H1, abrindo espaço para processamento acústico mais avançado, menor latência e suporte nativo a áudio lossless via Apple Music. Combinado ao novo amplificador integrado, o fone entrega palco sonoro mais limpo, graves melhor controlados e volume máximo superior.
Outro salto é o cancelamento ativo de ruído (ANC). Nos testes citados pelo The Verge, o desempenho coloca o AirPods Max 2 no mesmo patamar de referência dos Sony WH-1000XM5 e Bose QuietComfort Ultra, uma demanda antiga de quem via a primeira geração ficar atrás em ambientes muito barulhentos.
No quesito conectividade, nada de surpresa: o conector USB-C já havia chegado em 2024 para cumprir normas da União Europeia. Dali em diante, a Apple só adicionou cores novas e, no ano passado, um update de firmware que habilitou ultra-low-latency e áudio sem perdas. Agora, todo esse pacote vem de fábrica.
Por que a atualização importa (e onde ainda falta ambição)
Para criadores de conteúdo, músicos e gamers que precisam de áudio preciso e latência mínima, a dupla chip H2 + amplificador faz diferença direta na produtividade. Quem consome vídeos ou joga em Macs com Apple Silicon também se beneficia do processamento mais rápido entre dispositivo e fone, reduzindo atrasos em cenas de ação.
O ponto que mais chama atenção, porém, é o que não mudou: a falta de dobradiça para compactar o headset, o peso elevado de 384 g e o case pouco prático permanecem. Também não há entrada P2, algo que concorrentes ainda oferecem para uso com DACs externos. Em outras palavras, a Apple preferiu lapidar o que já existia em vez de repensar a experiência inteira.
A estratégia segue a linha incremental que a companhia defende em seus releases oficiais, como mostra o Apple Newsroom, mas pode frustrar quem esperava recursos de realidade aumentada ou sensores de saúde que rumores vinham ventilando.
Resumindo: o AirPods Max 2 é o “mesmo carro com motor novo” — excelente para quem valoriza som de alta fidelidade dentro do ecossistema Apple, questionável para quem esperava inovação estética ou funcionalidades inusitadas. Para acompanhar outras novidades do universo da Maçã, visite nossa editoria Mundo Apple e fique de olho nos próximos lançamentos.
Crédito da imagem: Theverge Fonte: Theverge