Logística verde ganha escala com fábrica própria de combustível renovável
Atvos – Produtora de biocombustíveis e energia, a empresa selou em 28 de janeiro de 2026 uma aliança com a Scania para operar caminhões movidos a biometano, mirando corte drástico de emissões e maior competitividade no transporte de cana-de-açúcar.
- Em resumo: nova frota promete até 90% menos CO₂ e custo por km já competitivo frente ao diesel.
- Destaque extra: primeiro lote atenderá unidades em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Por que o biometano vira peça-chave na transição energética dos pesados?
Na operação da Atvos, cada 1 m³ de biometano substitui até 0,9 litro de diesel, mantendo torque e autonomia. Estudo interno aponta equilíbrio de custos mesmo antes dos incentivos fiscais. Tendência similar já é observada em outras transportadoras globais, segundo levantamento da Forbes.
“Transformar resíduos da cana em combustível próprio traduz, na prática, a bioeconomia circular”, resume Bruno Serapião, CEO da Atvos.
Fábrica dedicada garante autossuficiência e escala
Prevista para Nova Alvorada do Sul (MS), a planta de 150 mil m² terá capacidade de 28 milhões m³ anuais – volume suficiente para abastecer toda a frota nova e ainda gerar excedente comercializável. O investimento reforça a estratégia vertical da companhia, que já produz etanol, energia a partir do bagaço e açúcar VHP.
Além da redução de CO₂, o biometano corta material particulado e ruído, pontos críticos para atender futuras normas Euro 7 e Proconve P9. A Scania entrega os veículos com pacote de manutenção premium por cinco anos, assistência dedicada nas unidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul e suporte da concessionária PB Lopes.
O que você acha? O biometano pode acelerar a descarbonização do transporte pesado no Brasil? Participe da conversa e, para mais análises de inovação energética, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Divulgação / Scania Brasil