Melinda French Gates prega transparência e saúde feminina
Melinda French Gates afirmou, no podcast The Big Interview desta semana, que “viver de forma verdadeira elimina segredos”. A filantropa detalhou como bilionários devem doar com métricas claras, alertou para o impacto dos smartphones na infância e reforçou que a saúde da mulher continua subfinanciada.
Doações bilionárias precisam de metas públicas
Na conversa, Melinda argumentou que grandes fortunas só fazem diferença real quando divulgam objetivos, prazos e resultados. Segundo ela, transparência gera confiança social e evita que a filantropia substitua políticas de Estado. Estudos recentes da Forbes apontam tendência semelhante: investidores sociais que publicam relatórios anuais sobre impacto atraem mais parceiros e reduzem críticas sobre “lavagem de imagem”.
A cofundadora da Fundação Bill & Melinda Gates também lembrou que a filantropia deve complementar — e não competir com — o orçamento público. O foco, diz ela, deve estar em iniciativas escaláveis, como vacinas de baixo custo e programas educacionais.
Crianças nos celulares e prioridade à saúde feminina
Questionada sobre tecnologia, Melinda se mostrou preocupada com o tempo de tela na infância. Ela defende limites claros para evitar efeitos negativos em autoestima e aprendizado, citando estudos que ligam uso precoce de redes sociais a quadros de ansiedade.
O tema que mais mobilizou a entrevista foi a saúde da mulher. Melinda destacou que apenas 2% do total investido em pesquisa médica global mira doenças femininas. Para ela, a disparidade atrasa soluções para endometriose, mortalidade materna e acesso a contraceptivos modernos. “Quando cuidamos da mulher, toda a economia local prospera”, resumiu.
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Crédito da imagem: Wired
Fonte: Wired