Jogo de luta Jackie Chan: arcade esquecido dos anos 90
Jogo de luta Jackie Chan é como poucos fãs conhecem The Kung-Fu Master Jackie Chan, título de 1995 que digitalizou os movimentos do astro, trouxe três versões jogáveis do ator e, ainda assim, desapareceu dos fliperamas fora da Ásia.
Como nasceu o “Mortal Kombat” de Jackie Chan
Em meados de 1994, Jackie Chan já era lenda em Hong Kong, mas ainda buscava espaço em Hollywood. Aproveitando essa fase, a desenvolvedora japonesa Kaneko convidou o ator para participar ativamente de um arcade de luta. Chan topou mais do que licenciar o nome: cedeu dublês do Jackie Chan Stunt Team, coreografou golpes e teve seus movimentos capturados — mesma técnica que popularizou Mortal Kombat em 1992.
O elenco trazia colegas de filmografia, cada um representando um estilo de kung fu. O diferencial vinha nos chefes: três “Jackies” distintos, inspirados nos estilos Punho da Serpente, Punho Bêbado e Ba Gua Zhang, reverenciando fases marcantes da carreira do ator.
Jogabilidade promissora, decisão polêmica
Com joystick de oito direções e quatro botões, o arcade seguia o padrão da SNK, oferecendo comandos acessíveis e golpes especiais fáceis de aprender. Havia fatalities ao melhor estilo Mortal Kombat, mas, por contrato, Jackie jamais sofria execuções violentas: ele levantava e aplaudia o adversário, preservando sua imagem familiar.
O problema? Jackie Chan não era selecionável. O público queria controlar o ídolo, mas só podia enfrentá-lo. A repercussão negativa forçou Kaneko a lançar, ainda em 1995, uma revisão chamada Jackie Chan in Fists of Fire, agora com todas as versões do ator liberadas.
Do fracasso comercial ao status cult
Mesmo elogiado por quem testou, o arcade ficou restrito ao Japão. A Kaneko, enfrentando crise financeira após fechar a filial norte-americana em 1994, não conseguiu bancar a distribuição ocidental. A empresa entrou em reestruturação no ano 2000 e declarou falência em 2004. O game só pôde ser emulado no MAME em 2008, o que ajudou a transformá-lo em raridade cobiçada por colecionadores.
Hoje, o título é lembrado em listas de clássicos perdidos e citado por publicações como o Engadget ao abordar a evolução dos jogos de luta digitalizados.
Para quem pesquisa relíquias do fliperama, The Kung-Fu Master Jackie Chan prova que nem toda parceria de celebridade garante sucesso instantâneo — mas pode render um case curioso sobre risco, timing e distribuição.
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Crédito da imagem: Hardware
Fonte: Hardware