TSMC detalha roadmap até processo de 1,4nm para 2028
Processo de 1,4nm é a próxima grande meta da TSMC, segundo o roadmap atualizado divulgado nesta semana, que confirma a chegada do nó A14 à produção em massa já em 2028 e ressalta saltos expressivos de desempenho e eficiência.
Do FinFET ao Nanosheet e além
O cronograma público parte do N5 (5 nm), lançado em 2019 ainda com a arquitetura FinFET. A fabricante taiwanesa manteve essa tecnologia até o N3C, mas adotou a estrutura Nanosheet no N2, nó que estreou neste ano. O novo documento indica que o A16 (previsto para o fim de 2026/início de 2027) continuará em Nanosheet, enquanto o A14 introduzirá uma tecnologia inédita, ainda não detalhada pela companhia.
No comparativo oficial, a TSMC promete que o A14 entregará 1,8 vez mais performance que o N7 quando ambos operam no mesmo consumo de energia. O ganho de eficiência energética impressiona ainda mais: 4,2 vezes na mesma comparação. Esses números reforçam a estratégia da empresa de priorizar consumo reduzido em vez de apenas aumentar clock.
Escala de produção segue desafio
Apesar dos avanços técnicos, o CEO C.C. Wei reconheceu recentemente que a demanda mundial por semicondutores avançados é três vezes maior que a atual capacidade da TSMC. Mesmo assim, rumores apontam para três novas fábricas de 2 nm em Taiwan, além das sete já anunciadas, totalizando dez unidades. Paralelamente, a construção de uma planta dedicada ao A14, orçada em quase US$ 50 bilhões, já começou.
Analistas lembram que rivais como Samsung e a japonesa Rapidus também miram o nó de 1,4 nm, o que deve intensificar a corrida por capacidade fabril. De acordo com uma análise da Wired, a transição para escalas sub-2 nm exigirá investimentos recordes em litografia EUV de próxima geração e novos métodos de empacotamento 3D.
Para empreendedores digitais e donos de sites de tecnologia, acompanhar essa evolução é crucial: produtos com chips mais eficientes impactam desde servidores em nuvem até smartphones usados pelo público final, alterando exigências de hospedagem, consumo de energia e potencial de monetização.
No curto prazo, a TSMC continuará entregando nós N3 e N2, mas o destaque maior recai sobre a eficiência prometida pelo A14, que poderá redefinir prazos de upgrade para data centers e fabricantes de dispositivos IoT.
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Crédito da imagem: Adrenaline
Fonte: Adrenaline