Cidade Perdida da Amazônia revela civilização complexa
Cidade Perdida da Amazônia é como pesquisadores batizaram um conjunto de ruínas de 600 km² no Vale do Upano, Equador, descrito em estudo de 2024 que usou LiDAR aéreo para mapear estradas, praças e plataformas escondidas sob a floresta.
LiDAR expõe metrópole milenar sob a copa das árvores
O arqueólogo Stéphen Rostain, após décadas de expedições, recorreu ao LiDAR – sensor que lança feixes de laser do alto e “varre” a topografia – para atravessar a densa vegetação amazônica. O mapeamento revelou um “vale perdido de cidades”, segundo entrevista ao The Guardian. Mais de 6 mil plataformas retangulares se interligam por uma malha de vias retas, algumas com 150 m de extensão e 8 m de altura, sugerindo planejamento urbano sofisticado entre 500 a.C. e 600 d.C.
Sociedade agrícola e redes de transporte avançadas
Estimativas apontam de 10 mil a 30 mil habitantes no auge. As plataformas se agrupam em torno de praças, possivelmente residências e centros cerimoniais. Indícios de cultivo de milho e batata-doce confirmam a primeira civilização agrícola de grande porte na Amazônia. Vestígios de valas defensivas indicam preocupações com segurança.
Declínio gradual ainda sem explicação definitiva
Pesquisas publicadas em 2025 descartam a hipótese de destruição súbita por erupção vulcânica. Análises de pólen no lago Cormorán mostram que a agricultura diminuiu lentamente entre 200 e 550 d.C., até o abandono completo. O motivo – mudanças climáticas, conflitos ou exaustão do solo – permanece em aberto e requer novos estudos.
Descobertas como a Cidade Perdida da Amazônia ampliam a visão sobre a diversidade de ocupações humanas na floresta e reforçam como tecnologias modernas podem reescrever a história. Para acompanhar outras pesquisas que ligam inovação e descobertas históricas, visite nossa editoria de análise de tecnologia e continue explorando.
Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital