Cadeirinha, bebê conforto ou assento: entenda a diferença
Cadeirinha, bebê conforto ou assento de elevação – escolher o dispositivo certo não é apenas cumprir a lei; é proteger a vida da criança em cada viagem de carro. A legislação brasileira define idade, peso e altura para cada etapa, e usar o modelo inadequado pode ampliar os riscos em colisões.
Quando usar o bebê conforto
Primeiro equipamento do recém-nascido, o bebê conforto funciona como um “berço” compacto que pode ser encaixado na base do carro ou no carrinho de passeio. A recomendação é utilizá-lo do nascimento até, no máximo, 1 ano de idade ou 13 kg, o que ocorrer primeiro. A instalação deve ser sempre de costas para o movimento, protegendo coluna e cabeça em frenagens bruscas. De acordo com o Contran, essa orientação reduz drasticamente lesões cervicais em bebês.
Cadeirinha: o passo seguinte
Ao ultrapassar o limite do bebê conforto, a criança migra para a cadeirinha, indicada dos 1 aos 4 anos — ou entre 9 kg e 18 kg. Diferente da fase anterior, o assento já fica voltado para frente e conta com cinto de cinco pontos próprio, ajustado ao tronco e quadris. Nesse estágio, a estrutura mais robusta absorve melhor impactos laterais, enquanto o encosto alto protege a cabeça em colisões, como destaca estudo do Search Engine Land sobre boas práticas de segurança veicular.
Assento de elevação: reta final antes do cinto normal
Quando a criança excede 18 kg ou atinge cerca de 4 anos, entra em cena o assento de elevação. O acessório “sobe” o corpo para que o cinto do próprio veículo passe corretamente sobre o ombro e o quadril, evitando que a faixa diagonal pressione o pescoço e que a faixa subabdominal fique sobre o abdômen. O uso é obrigatório até os 10 anos ou até que a altura chegue a 1,45 m. Só depois disso o pequeno passageiro está liberado para viajar sem dispositivos extras — e, com mais de 10 anos, até no banco dianteiro, se necessário.
Escolher o dispositivo certo, instalar conforme o manual e respeitar as normas é a tríade que mantém as crianças seguras e evita multas de até R$ 293,47. Quer acompanhar outras tendências que impactam o dia a dia automotivo? Acesse nossa editoria de Análise de Tecnologia e fique por dentro.
Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital