OpenAI recua e diz não querer apoio dos EUA
OpenAI não quer apoio dos EUA para bancar sua expansão em infraestrutura de inteligência artificial, afirmou a diretora financeira Sara Friar após esclarecer declarações dadas em um evento do Wall Street Journal.
Entenda a reviravolta
Durante a conferência, Friar mencionou “salvaguardas” que poderiam incluir garantias de empréstimo federais, sinalizando interesse em linhas de crédito subsidiadas para reduzir o custo de um projeto estimado em mais de US$ 1 trilhão. Horas depois, em publicação no LinkedIn, a executiva disse ter sido mal interpretada e reforçou que a startup buscará capital apenas junto a bancos e fundos de investimento do setor privado.
Segundo Friar, a expressão “salvaguarda” se referia à necessidade de um ambiente favorável à indústria, e não a subsídios diretos. Para acompanhar a repercussão, o Wall Street Journal destacou que recorrer ao governo seria um movimento pouco comum no Vale do Silício, onde empresas normalmente preferem financiamento de mercado.
Expansão bilionária desafia caixa
A negação de apoio público ocorre em meio à maior rodada de investimentos da história da IA. Somente em 2025, a OpenAI assinou compromissos que somam cerca de US$ 1 trilhão, incluindo:
- Contrato de US$ 300 bilhões com a Oracle;
- Projeto Stargate, avaliado em US$ 500 bilhões, também com Oracle e SoftBank.
Mesmo com projeção de receita de dezenas de bilhões de dólares, o valor ainda não cobre os gastos crescentes com processamento e energia para treinar modelos como o ChatGPT. A CFO também afastou rumores de uma oferta pública de ações (IPO), afirmando que a prioridade é escalar a infraestrutura e consolidar a posição da companhia como líder privada em IA.
A recusa ao financiamento federal mostra que a OpenAI aposta em parcerias de mercado para sustentar seu crescimento acelerado. Se você quer acompanhar como grandes players de tecnologia equilibram inovação e modelos de negócio, visite nossa editoria de Tecnologia e Negócios Digitais e fique por dentro das próximas análises.
Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital