Se você passa horas ajustando planilhas, editando vídeos ou gerindo campanhas de marketing, sabe que um mouse é muito mais que “apontar e clicar”. É uma extensão da produtividade. Depois de chegar ao exterior em setembro, o Logitech MX Master 4 desembarca oficialmente no Brasil com duas cartas na manga: feedback tátil para confirmar ações com pequenas vibrações e o novo sistema Action Rings, um menu circular de atalhos que muda conforme o aplicativo aberto.
A proposta da Logitech é clara: transformar cada gesto do usuário em economia de tempo — e, portanto, de dinheiro. Para criadores de conteúdo, profissionais de WordPress ou especialistas em tráfego pago, qualquer redução de cliques repetitivos faz diferença no ROI do dia. Vamos aos detalhes.
Feedback tátil: primeira vibração da linha MX
O MX Master 4 é o primeiro da série a contar com motor háptico. A vibração, discreta e ajustável pelo app Logi Options+, serve para indicar o “encaixe” de elementos na tela (camadas num software de design ou um corte perfeito na timeline de edição, por exemplo). O recurso não altera a sensibilidade do sensor — ele apenas adiciona confirmação física a ações que antes dependiam de percepção visual.
Action Rings e botões programáveis: automação na ponta dos dedos
Centro das atenções ao lado do motor háptico, os Action Rings funcionam como um “radial menu” de até oito atalhos. Basta pressionar a área sensível para ver o círculo surgir na tela, já adaptado ao programa em uso. Photoshop, Premiere, Lightroom e Zoom contam com plugins prontos; bastam poucos cliques para mapear macros, sequências de colagem ou até abrir o ChatGPT direto do mouse.
Além disso, o MX Master 4 soma oito botões físicos, incluindo um novo gatilho de gestos que permite trocar de desktop ou exibir a visualização de janelas no macOS/Windows. Tudo é ajustado via Logi Options+, que ainda oferece troca de ícones para deixar cada software visualmente diferenciado.
Design ergonômico, foco ecológico e bateria de 70 dias
A pegada segue a ergonomia consagrada da família MX: apoio para o polegar, curvatura que distribui o peso (150 g) e duplo scroll — o MagSpeed central de 1.000 linhas por segundo e um segundo disco dedicado a rolagem horizontal. A novidade é que 48 % do plástico é pós-consumo, o alumínio é de baixo carbono e até o cobalto da bateria de 650 mAh é reciclado.
Segundo a Logitech, a autonomia continua em cerca de 70 dias com uso médio. Precisou de carga emergencial? Um minuto no cabo USB-C rende cerca de 3 h de trabalho.
Conectividade reforçada e receptor USB-C
O mouse conversa com até três dispositivos via Easy-Switch, alternando entre eles com um toque. Há duas rotas de conexão: Bluetooth Low Energy ou o novo receptor Logi Bolt em USB-C (adeus USB-A de gerações passadas). Quem tem notebook só com portas Type-C agradece; quem não tem, usa Bluetooth.
Imagem: Divulgação
Compatibilidade oficial inclui Windows 11+, macOS 13+, Linux, ChromeOS, iPadOS 15+ e Android 12+. A tecnologia Darkfield segue permitindo rastreamento em praticamente qualquer superfície, com DPI ajustável de 200 a 8000 em saltos de 50.
Ficha técnica, preço e disponibilidade
Peso: 150 g
Botões: 8 (incluindo MagSpeed, scroll lateral e 3 gestos)
Sensor: Darkfield 200–8000 DPI
Bateria: até 70 dias, recarga USB-C
Conexão: Bluetooth LE ou Logi Bolt USB-C
Cores: Grafite e Cinza Claro
Preço sugerido: R$ 799
Disponibilidade: já listado na Logitech Store, com entregas a partir de 29 de outubro de 2025
Do Cursor à Estratégia: o que o MX Master 4 revela sobre a próxima batalha pela produtividade
Por que um simples motor de vibração e um menu radial importam? Em uma palavra, contexto. Até aqui, periféricos disputavam DPI, latência e estética. O MX Master 4 muda o eixo da conversa para interações contextuais: ele entende o app aberto, oferece atalhos específicos e confirma ações com feedback físico. É a mesma lógica que tornou smartphones dependentes do toque háptico — agora aplicada a um ambiente de trabalho multitela.
Para profissionais de marketing e criadores de conteúdo, isso significa reduzir a distância entre ideia e execução. Menos tempo procurando o atalho de exportar no Premiere ou a ação de gerar criativo em IA, mais foco em estratégia. No nível de mercado, Logitech dá um passo na direção de dispositivos assistivos: hardware que integra software pro e inteligência artificial de forma nativa. Competidores como Razer e Microsoft precisarão responder — seja com seus próprios motores hápticos ou software mais inteligente.
Se vale o investimento? Depende do seu gargalo. Quem já usa macros avançadas ou trabalha em softwares pesados tende a ganhar minutos diários — e minutos viram horas ao longo do mês. Para usuários casuais, o MX Master 3 S continua relevante a preço menor. Mas a mensagem da Logitech ficou clara: o mouse do futuro vai vibrar, sugerir comandos e conversar com IA. O MX Master 4 é apenas o primeiro aceno dessa nova fase.