Trocar de smartphone em 2025 deixou de ser apenas uma questão de “mais megapixels” ou “processador mais rápido”. Para quem cria conteúdo no WordPress, vive de AdSense ou precisa de um dispositivo confiável para campanhas e relatórios, a escolha agora passa também por inteligência artificial embarcada, eficiência energética e formatos inovadores como os dobráveis. O que cada modelo realmente entrega — e o que ainda fica só na promessa — é o que distingue um bom investimento de um tiro no escuro.
Com base no levantamento do Engadget, seis aparelhos se destacam neste início de ano. Eles cobrem desde o melhor que Apple e Google podem oferecer até opções de ótimo custo-benefício e designs que cabem (literalmente) no bolso. A seguir, destrinchamos os fatos frios de cada modelo — tela, bateria, câmera e preço — e depois partimos para a pergunta que interessa: “E daí, o que isso muda para mim e para o mercado?”
Se você edita vídeos no celular, publica reels diariamente ou precisa de autonomia para monitorar campanhas o dia todo, as próximas linhas ajudam a descobrir qual modelo casa melhor com a sua rotina — e se vale esperar ou não por novos lançamentos.
iPhone 17 Pro e Pro Max: potência máxima no ecossistema Apple
Telas e design: 6,3 pol. no Pro e 6,9 pol. no Pro Max, ambos com corpo unibody de metal e novo sistema de dissipação térmica.
Processador: A19 Pro, já preparado para todos os recursos de Apple Intelligence no iOS 26.
Câmeras: módulo traseiro com três sensores de 48 MP e selfie de 24 MP com Center Stage. O salto é discreto frente ao iPhone 16 Pro, mas significativo para quem vem do 14 Pro ou anterior.
Bateria e carregamento: até 39 h de uso; suporte a Qi2 de 25 W.
Para quem serve: usuários que dependem do ecossistema Apple, criadores que editam em Final Cut para iOS ou precisam de máxima longevidade de software.
Google Pixel 10 Pro: IA on-device é o novo diferencial
Tela: 6,3 pol. AMOLED mais brilhante que a geração anterior.
Processador e IA: chip Google Tensor de nova geração, focado em operações locais de IA, como transcrição em tempo real e edição mágica de fotos.
Câmeras: zoom “Pro Res” de 100× que combina hardware e algoritmos; retratos em alta resolução sem perda de detalhes.
Bateria e extras: mais de 24 h; primeiro Android de grande fabricante com carregamento magnético Qi2 (Pixelsnap).
Para quem serve: quem prioriza fotografia computacional, tradutores em tempo real e integração com serviços Google Cloud.
iPhone 16e: porta de entrada revisada, mas com concessões
Tela: 6,1 pol., mais brilhante que a geração 15.
Processador: A18, já compatível com recursos básicos de Apple Intelligence.
Câmera única: sensor traseiro novo, mas sem lente ultrawide; modo Retrato só funciona com rostos.
Limitações: sem MagSafe nativo (exige capa adaptadora) e carregamento mais lento que os irmãos 16 e 17.
Para quem serve: usuários de iPhone 11 ou anteriores que querem entrar no USB-C e no Action Button gastando menos, aceitando perder versatilidade fotográfica.
Pixel 9a: simples, barato e eficiente
Tela: 6,3 pol.
Armazenamento: até 256 GB.
Imagem: Internet
Destaques: câmeras de alto nível herdadas dos irmãos maiores; bateria para até 28 h.
Ausências: carregamento mais lento e falta de alguns apps proprietários, como o novo Screenshots.
Para quem serve: quem precisa de fotos ótimas e Android puro pagando cerca de US$ 499.
Galaxy Z Fold 7: tela de tablet no bolso, agora mais fino
Telas: 8 pol. aberta, 6,5 pol. fechada; aparelho 26% mais fino que o Fold 6.
Câmera: principal de 200 MP que rivaliza com flagships tradicionais.
Processador e bateria: desempenho superior; autonomia de até 24 h.
Custos e perdas: preço na casa dos US$ 2 000 e ausência de suporte à S Pen.
Para quem serve: multitarefas pesados, editores de planilhas ou designers que valorizam área de tela extra.
Galaxy Z Flip 7: dobrável compacto, bateria turbinada
Tela principal: 6,9 pol.; tela externa agora de 4,1 pol. brilhante.
Estrutura: dobradiça reforçada, corpo mais fino que o Flip 6.
Bateria: até 31 h, porém tendência a aquecer sob carga intensa.
Câmeras: 50 MP principal e 12 MP ultrawide, mas ainda sem telefoto; carregamento continua lento.
Para quem serve: quem quer portabilidade máxima sem abrir mão de um display grande quando aberto.
Entre chips e dobradiças: o que esses lançamentos realmente significam para criadores e profissionais
O line-up de 2025 deixa claro que a disputa migrou do hardware bruto para a experiência integrada. Apple e Google apostam pesado em inteligência artificial on-device, reduzindo a dependência de nuvem e prometendo privacidade sem sacrificar recursos. Para quem gera conteúdo, isso significa transcrição mais rápida, edição de vídeo em tempo real e fotos que exigem menos pós-produção — economia de horas no fluxo de trabalho.
Nos dobráveis, a redução de espessura no Fold 7 e no Flip 7 indica que a categoria finalmente se aproxima do peso e da ergonomia de um smartphone tradicional. Isso pode acelerar a adoção por profissionais que precisam de uma tela extra sem carregar um tablet. No entanto, o preço ainda é impeditivo e a ausência de S Pen no Fold 7 remove um argumento de compra essencial para designers.
Já modelos como Pixel 9a e iPhone 16e mostram que os intermediários ganharam maturidade. Eles entregam desempenho suficiente para tarefas de campo — gerir anúncios, fazer lives curtas, otimizar posts — mas requerem atenção às suas limitações: câmeras menos versáteis e carregamento mais lento podem atrapalhar quem vive plugado.
No fim, a escolha deixa de ser “qual é o mais rápido?” e passa a ser “qual integra melhor com o meu fluxo?” Se sua receita depende de produção audiovisual intensa, o investimento nos topos de linha faz sentido. Para quem precisa de mobilidade com orçamento controlado, intermediários turbinados ou até um Flip compacto podem oferecer retorno maior. Analisar não só a ficha técnica, mas o impacto direto no tempo e nos custos de operação, é a bússola que orienta a compra inteligente em 2025.