A Apple parece finalmente pronta para quebrar um tabu que dura quase duas décadas: colocar uma tela sensível ao toque em um MacBook Pro. De acordo com informações obtidas por Mark Gurman, da Bloomberg, a geração prevista para 2026 reunirá painel OLED touch, nova dobradiça reforçada e um corpo mais fino e leve.
Para quem cria conteúdo no WordPress, vive de anúncios no AdSense ou gerencia campanhas de afiliados, essa possível virada de design pode alterar a maneira como se usa o laptop no dia a dia — do simples gesto de rolar uma página até a interação em softwares de edição. Mas, antes de discutir o “e daí?”, vamos aos fatos confirmados (ou quase) até agora.
Tela OLED touch inaugura nova fase dos MacBooks
• A Apple deve trocar o atual painel mini-LED por OLED e adicionar suporte completo ao toque.
• O conjunto adotaria um recorte “hole-punch” para a câmera frontal, abandonando o notch presente nos modelos de 14″ e 16″.
• Até hoje, a empresa alegava que a ergonomia inviabilizava o toque em notebooks. A mudança indica revisão desse argumento.
Design mais leve, dobradiça reforçada e câmera discreta
• A estrutura interna será redesenhada para evitar oscilações da tela quando o usuário tocar no vidro.
• A nova dobradiça precisa ser mais resistente, mas sem engordar o chassi — objetivo declarado é reduzir peso e espessura.
• Visualmente, isso marca a maior alteração desde a chegada dos chips Apple Silicon em 2021.
Processador M6 no topo; M5 Pro e M5 Max devem aparecer antes
• O MacBook Pro com tela touch chegaria equipado com a geração Apple Silicon M6.
• Entretanto, modelos intermediários usando chips M5 Pro e M5 Max podem surgir em 2026 dentro do design atual, servindo de “ponte”.
Preço deve subir e produção ficará nas mãos da Samsung Display
• Gurman prevê “algumas centenas de dólares” a mais em relação aos valores de hoje.
• Nem todas as variantes receberão OLED touch — versões mais baratas podem permanecer no mini-LED.
• A Samsung Display tende a ser fornecedora exclusiva dos painéis, o que pode limitar volume e atrasar cronogramas. Lançamento é citado para fim de 2026 ou início de 2027.
Imagem: Internet
Toque no macOS: convergência inevitável ou risco calculado?
A decisão de incorporar toque pode ser lida como a peça que faltava para aproximar macOS e iPadOS sem fundi-los. Para designers, ilustradores e desenvolvedores, a combinação de caneta + dedo em um MacBook elimina etapas ao alternar entre iPad e laptop. Já para criadores de conteúdo, o scroll mais fluido e gestos diretos na tela tendem a acelerar a navegação em CMS, planilhas de afiliados ou dashboards de anúncios.
Mas há desafios: o macOS foi pensado para ponteiro e atalhos de teclado. Adaptar menus, alvos de toque e fluxos de trabalho representa trabalho extra para desenvolvedores — inclusive de temas WordPress e apps de edição de vídeo. Além disso, o preço mais alto pode deixar a novidade restrita ao público profissional de alto orçamento, retardando a adoção em massa.
Por outro lado, a Apple cria pressão competitiva. Se o MacBook Pro tocar-na-tela entregar experiência superior, fabricantes de PCs precisarão responder com hardware mais alinhado a criadores — e não apenas a usuários corporativos. O resultado provável é uma nova corrida por telas OLED de alta qualidade, interfaces otimizadas e, quem sabe, a consolidação de laptops híbridos como padrão de mercado.
No fim, a aposta de Cupertino sinaliza que a era do “não precisamos de toque” acabou. Se der certo, muda o jeito como interagimos com o computador principal; se falhar, reforça que a Apple ainda pode se dar ao luxo de experimentar — mas agora sob olhar muito mais crítico de um público profissional que cobra eficiência real, não apenas inovação estética.