Vinte e oito anos, mais de mil episódios, dezenas de longa-metragens e duas gerações de espectadores: Pokémon não é apenas um anime, é um ecossistema de conteúdo que continua crescendo. Para quem produz, estuda ou monetiza conteúdo online, entender como uma franquia desse porte organiza sua narrativa é tão interessante quanto acompanhar as batalhas de Ash e Pikachu. Afinal, estamos falando de uma série que mantém relevância intergeracional — algo que qualquer criador de blogs, canais ou newsletters gostaria de replicar.
O problema é a bagunça aparente. São nove regiões, mudanças de estilo de animação, especiais, remakes e, a partir de 2023, protagonistas totalmente novos. Sem um mapa, quem tenta maratonar acaba pulando eventos importantes ou assistindo filmes fora de contexto. A seguir, você encontra a sequência oficial, organizada em blocos lógicos, para não se perder na jornada rumo ao título de Mestre Pokémon — ou, se preferir, rumo a um entendimento certeiro de como uma IP (propriedade intelectual) constrói valor a longo prazo.
1. Séries principais: da Liga Índigo à fase Laqua
A linha do tempo do anime é dividida por regiões, cada uma representando uma geração de jogos e uma fase da vida de Ash Ketchum:
• Liga Índigo (1997-1999) – Estreia na região de Kanto, onde Ash recebe seu Pikachu e descobre o circuito de ginásios.
• Aventuras nas Ilhas Laranja (1999) – Primeiro “desvio”: um arco curto em um arquipélago exclusivo do anime.
• Jornada Johto, Campeões da Liga Johto e Master Quest (1999-2002) – Transição para Johto e fechamento da fase clássica.
• Avançado, Desafio Avançado, Batalha Avançada e Batalha da Fronteira (2002-2006) – Hoenn introduz novos parceiros (May e Max) e o conceito de Concursos Pokémon.
• Diamante e Pérola até Vencedores da Liga Sinnoh (2006-2010) – Sinnoh aprofunda tramas de times vilões e rivalidades técnicas.
• Preto e Branco, Destinos Rivais e Aventuras em Unova e Mais Além (2010-2013) – Unova reinicia parte da dinâmica, testando um “soft reboot”.
• XY, Desafio em Kalos e XYZ (2013-2016) – Kalos apresenta mega-evoluções e um Ash tecnicamente mais maduro.
• Sol e Lua, Ultra Aventuras e Ultra Lendas (2016-2019) – Alola muda o traço, adiciona vida escolar e quebra o formato de ginásios.
• Jornadas, Jornadas de Mestre e Jornadas Supremas (2019-2022) – Série itinerante que costura todas as regiões e culmina na conquista mundial de Ash.
• Mestre Pokémon (especial, 2023) – Epílogo emocional para encerrar a saga do protagonista.
• Horizontes (2023-2024) – Novo ponto de partida com os heróis Liko e Roy.
• A Busca por Laqua (2024-) – Continuação direta de Horizontes, ainda em exibição.
2. Longas-metragens: quando assistir cada filme
Os filmes são interlúdios que costumam ocorrer entre temporadas adjacentes. Segue o encaixe recomendado até 2020 (a cronologia posterior mantém o mesmo padrão, mas ainda está em expansão):
1 Mewtwo Contra-Ataca (1998) – Pós-Liga Índigo
2 O Poder de Todos (1999) – Após Ilhas Laranja
3 O Feitiço dos Unown (2000) – Depois da chegada a Johto
4 Celebi: A Voz da Floresta (2001) – Entre Campeões da Liga Johto e Master Quest
5 Latios e Latias (2002) – Início da fase Hoenn
6 Jirachi: O Desejo de uma Estrela (2003) – Entre Desafio e Batalha Avançada
7 A Batalha de Entei (2004) – Na reta final de Hoenn
8 Lucario e o Mistério de Mew (2005) – Logo antes da Batalha da Fronteira
9 Ranger e o Lendário Manaphy (2006) – Abertura de Sinnoh
10 O Pesadelo de Darkrai (2007), 11 Giratina vs. Dialga vs. Palkia (2008) e 12 Arceus e a Joia da Vida (2009) – Trilogia ambientada no núcleo Batalhas Galácticas
13 Zoroark: Mestre das Ilusões (2010) – Epílogo de Sinnoh
14 Victini e o Herói dos Dois Mundos (2011), 15 Kyurem e o Espadachim do Dragão (2012), 16 Genesect e a Revolta Mecha (2013) – Tríade de Unova
17 Diancie (2014), 18 Hoopa (2015), 19 Volcanion (2016) – Fase Kalos
20 Eu Escolho Você! (2017) – Releitura comemorativa, fora da linha principal
21 O Poder de Todos (2018) – Universo alternativo de Ash repaginado
22 Mewtwo Contra-Ataca: Evolução (2019) – Remake em CG
23 Segredos da Selva (2020) – Aventura da linha Jornadas
Demais títulos seguem o padrão: um filme por ano, geralmente posicionado entre arcos de transição ou pausa de temporada.
3. Quantos Pokémon existem até agora?
Até 2025, o Pokédex oficial contabiliza mais de 900 espécies. Cada geração acrescenta, em média, 70 a 100 novas criaturas, além de formas regionais ou variantes. Para quem trabalha com SEO, isso significa centenas de oportunidades de conteúdo evergreen: guias, tier lists, curiosidades e paralelos culturais que nunca perdem relevância, pois a base de fãs continua buscando essas informações ano após ano.
Imagem: Internet
4. Onde assistir no Brasil em 2025
• YouTube – Primeiras duas temporadas completas e filmes avulsos para aluguel.
• Netflix – Liga Índigo, Jornadas e Horizontes (parcial).
• Prime Video – Arcos Ouro & Prata e filmes recentes.
• Pokémon TV – Serviço oficial gratuito, rotaciona temporadas a cada trimestre.
• Globoplay – Trilogia Sol e Lua e o live-action Detetive Pikachu.
Maratona, algoritmo e legado: por que a cronologia de Pokémon é estudo de caso para criadores de conteúdo
Assistir na ordem correta vai além do entretenimento: mostra, na prática, como uma franquia constrói narrativa seriada sem perder o público ao longo de quase três décadas. Para quem lida com produção digital, a lição principal é ritmo de entrega. Pokémon alterna temporadas longas com especiais curtos, inserindo filmes anuais que funcionam como “conteúdo premium”. Isso mantém a marca sempre presente na conversa, sem saturar demais um único formato.
A estratégia de dividir a jornada de Ash por regiões também gera pontos de entrada. Um novato pode começar em Alola, se identificar com o estilo mais cartoon, e depois voltar a Kanto. O efeito prático: cada ciclo renova a audiência sem alienar os veteranos. Em termos de SEO, é como publicar um guia gigante (a temporada) e, em paralelo, vários posts satélites (os filmes) que apontam de volta para o hub principal, reforçando autoridade e relevância contínuas.
Por fim, a virada para Horizontes oferece outro insight valioso: saber encerrar uma etapa no auge. Ao deixar Ash campeão mundial antes que a fórmula cansasse, a The Pokémon Company provou que é possível preservar brand equity e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas narrativas — algo que muitos projetos de conteúdo ignoram por medo de mudar o que “já funciona”.
No fim das contas, entender a cronologia de Pokémon é um exercício de organização de informação, curadoria de experiência e planejamento de longo prazo — três pilares que valem tanto para maratonar animes quanto para construir presença digital consistente.