Você piscou e a Apple já anunciou uma nova geração de MacBook Pro, agora equipada com o chip M5. Enquanto ainda não surgiram descontos diretos nesses modelos de estreia, a Best Buy abriu a carteira para quem quer fazer upgrade sem arcar com o preço cheio. A varejista norte-americana está oferecendo valores de recompra (trade-in) que chegam a impressionar, especialmente para quem vem de um MacBook Pro com chip M4.
Para criadores de conteúdo que dependem de edição pesada, desenvolvedores que exploram máquinas virtuais ou profissionais de marketing que não podem perder tempo com renderizações lentas, essa é uma oportunidade de migrar para um hardware mais potente gastando bem menos. Mas até que ponto vale a pena aceitar a oferta de troca em vez de vender por conta própria ou usar o programa oficial da Apple? Vamos aos números antes da análise.
Quanto a Best Buy está pagando pelos modelos antigos?
A tabela de recompra anunciada para o mercado norte-americano segue a lógica “quanto mais novo, maior o crédito”:
- MacBook Pro com chip M4 (configuração de entrada): até US$ 800 de crédito.
- MacBook Pro com chip M3 (configuração de entrada): até US$ 600.
- MacBook Pro com chip M2 (configuração de entrada): até US$ 490.
- MacBook Pro com chip M1 (configuração de entrada): até US$ 300.
Modelos com especificações mais parrudas (mais RAM, SSD maior ou GPU adicional) podem receber valores ainda maiores, segundo a varejista. Além disso, assinantes My Best Buy Plus e My Best Buy Total ganham um bônus de 10 % sobre o valor final do trade-in.
Quanto custa o novo MacBook Pro M5?
A Apple posicionou o novo notebook profissional em três configurações padrão:
- US$ 1.599 – modelo básico (CPU M5, 8 GB unificados, 256 GB SSD)
- US$ 1.799 – configuração intermediária (mais núcleos de GPU e/ou SSD maior, dependendo do país)
- US$ 1.999 – topo de linha de prateleira (GPU completa + SSD de 512 GB)
As pré-vendas já estão abertas e as entregas começam na quarta-feira, 22 de outubro de 2025.
Programa de troca da Apple e venda privada: vale comparar
A Apple mantém o próprio esquema de trade-in para Macs, iPads e iPhones, mas os valores costumam ficar abaixo do que se consegue em revendas ou na venda particular. Em compensação, oferece conveniência e segurança de dados (o dispositivo é apagado corretamente).
Imagem: Eric Slivka
Já a venda direta para outra pessoa geralmente rende cifras mais altas – frequentemente acima dos US$ 1.000 para um MacBook Pro M4 bem conservado –, mas exige tempo, negociação e risco de inadimplência ou fraude. Ou seja, o caminho ideal depende do seu perfil: quer dinheiro rápido e seguro ou maximizar a grana, mesmo que isso exija mais esforço?
Upgrade sem Dor no Bolso? O Que Esses Valores de Troca Revelam Sobre o Ciclo dos Macs
O teto de US$ 800 pelo MacBook Pro M4 dá pistas sobre o ritmo veloz dos lançamentos da Apple e como o mercado secundário tenta acompanhar. Em apenas um ano, um notebook topo de linha perde até metade do valor de venda original, um índice que surpreende quem enxerga Macs como “investimento de longo prazo”.
Para freelancers que vivem de edição de vídeo ou programadores que precisam compilar projetos pesados, trocar de máquina a cada geração pode parecer luxo. Porém, os bônus de trade-in funcionam como amortecedor: reduzem o custo de atualização contínua e mantêm o usuário dentro do ecossistema Apple. A Best Buy, ao oferecer 10 % extra para membros do programa de fidelidade, reforça essa estratégia e fideliza clientes no varejo, não apenas na marca.
Quem monetiza conteúdo via Google AdSense ou atua com afiliados da Amazon também sente impactos indiretos. Um carregamento mais rápido do site, cortes de tempo no fluxo de produção de vídeos ou maior eficiência no multitarefas se convertem em mais produtividade – e, consequentemente, em mais receita. Assim, o valor real de um upgrade não se limita ao desconto na etiqueta, mas ao tempo economizado e às novas possibilidades de trabalho oferecidas por um chip M5 com desempenho gráfico superior.
No fim, a mensagem é clara: se você atualiza todo ano, aproveitar o trade-in pode equilibrar as contas. Se prefere usar o mesmo Mac por três ou quatro ciclos, talvez seja melhor vender por conta própria ou esperar um desconto direto. Em qualquer cenário, a existência de ofertas agressivas de recompra mostra que, para Apple e varejistas, acelerar o ciclo de renovação dos Macs é um pilar estratégico – e a decisão de embarcar ou não nesse ritmo cabe a cada usuário.