Se você anda de olho em um smartphone potente para rodar apps pesados, manter múltiplas abas do navegador ou gravar vídeos em 4K sem travar, vale prestar atenção ao movimento de preços deste início de semana. O Motorola Edge 60 Pro, modelo lançado por R$ 3.999 em 2024, apareceu no Mercado Livre por R$ 2.533,92 para pagamento via Pix — diminuição de 37% em relação ao valor original.
O corte chama a atenção não apenas pelo tamanho, mas porque inclui um aparelho que reúne processador de 4 nm, 12 GB de RAM (expansíveis para 24 GB) e tela POLED de 4.500 nits. Na prática, estamos falando de um hardware que concorre com topos de linha, porém já opera na faixa de preço de intermediários premium. Para quem produz conteúdo no celular, desenvolve sites ou vive de marketing digital, entender onde esse aparelho se posiciona ajuda a planejar futuros investimentos — inclusive na hora de trocar de equipamento para testes ou gravações externas.
Quanto o preço caiu e por que isso importa
O valor de R$ 2.533,92 representa o menor patamar registrado para o Edge 60 Pro desde o lançamento. Na linguagem das tabelas de preço, é a primeira queda consistente abaixo dos R$ 3.000. Em um mercado onde o dólar voltou a oscilar, aparelhos com 256 GB de armazenamento raramente descem tanto. O desconto acelera a depreciação percebida do modelo, criando um novo ponto de referência para celulares com ficha técnica semelhante.
Ficha técnica que sustenta o apelo
Processador: MediaTek Dimensity 8350 Extreme (4 nm)
Memória: 12 GB físicos + expansão virtual até 24 GB
Armazenamento: 256 GB UFS
Tela: 6,7″ POLED, 1.220 × 2.712 px, 120 Hz, pico de 4.500 nits
Câmeras: principal 50 MP (OIS) + telefoto 10 MP (zoom óptico 3×) + ultrawide 50 MP; gravação 4K a 30 fps
Bateria: 6.000 mAh com carregamento de 90 W
Conectividade: 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3, NFC, GPS multibanda
Durabilidade: IP68, três grandes atualizações de Android garantidas
Esse conjunto cobre a maioria das necessidades de usuários avançados: do streamer que precisa estabilidade em Wi-Fi 6E para lives, ao criador que grava reels em 4K e edita no próprio dispositivo. O brilho de 4.500 nits facilita filmagens externas, e o carregador de 90 W reduz downtime — algo crítico para quem depende do telefone em gravações ou hotspots 5G prolongados.
Software e atualizações
A Motorola promete três versões principais do Android. Isso leva o Edge 60 Pro, que sai de fábrica com Android 14, até pelo menos o Android 17 por volta de 2027. Para desenvolvedores mobile e testers, a garantia de ciclos longos simplifica o suporte a novos recursos do sistema operacional sem precisar trocar de aparelho a cada 18 meses.
Imagem: Giovanni Santa Rosa
Premium a preço de intermediário: o que esse ponto de virada sinaliza para o mercado
O recuo do Edge 60 Pro para a casa dos R$ 2,5 mil indica que os modelos com chip de 4 nm e tela acima de 120 Hz estão descendo degrau mais rápido que a média histórica, pressionando concorrentes diretos que ainda se seguram nos R$ 3 mil. Para marketing e conteúdo, isso gera dois reflexos: primeiro, barateia o acesso a câmeras múltiplas de 50 MP, elevando o nível de produção móvel; segundo, aumenta a base instalada de dispositivos com Wi-Fi 6E e 5G NSA/SA, acelerando testes de performance de páginas e anúncios nessas redes.
Além disso, a política de três updates da Motorola empurra outras marcas a igualar a oferta, num momento em que a discussão sobre segurança e ciclo de vida de software ganha força no Brasil. Em curto prazo, consumidores passam a esperar mais longevidade mesmo em aparelhos descontados. Em médio prazo, quem desenvolve apps ou sites precisa considerar que recursos avançados (como HDR nativo em gravação ou conexões 6 GHz) estarão disponíveis para um público cada vez maior e mais diversificado.
No fim das contas, o Edge 60 Pro barato não é apenas um bom negócio isolado; ele sinaliza uma nova linha de base para o segmento premium acessível, redefinindo tanto a percepção de valor do usuário final quanto o ritmo de inovação que outras fabricantes terão de seguir.