Se o mercado de turismo já vinha aquecido depois da retomada pós-pandemia, a Decolar acaba de subir ainda mais a temperatura: a empresa anunciou uma leva de cupons que prometem descontos de até 38% em hotéis e cortes relevantes em passagens, pacotes e aluguel de carros. Para quem vive de produzir conteúdo, gere tráfego via blogs em WordPress ou monetiza com Google AdSense e programas de afiliados, entender essa jogada é fundamental — afinal, toda mudança na política de preços de grandes OTAs (Online Travel Agencies) reverbera em cliques, conversões e CPMs.
O assunto também interessa a profissionais de marketing que articulam campanhas de performance: o arsenal de códigos promocionais revela muito sobre a estratégia de aquisição e retenção da Decolar em 2025 — um ano que se anuncia competitivo, com players como Booking.com, Expedia e até bancos digitais entrando forte em viagens. A seguir, destrinchamos os fatos e, ao final, avaliamos o impacto dessa ofensiva para publishers e anunciantes.
Como funcionam os novos cupons da Decolar
• Data de liberação: 09/10/2025, às 17h33, segundo a própria plataforma.
• Descontos gerais: até 38% em hotéis; até 25% em passagens; até 15% em pacotes.
• Onde encontrar: listas de cupons (caso de portais como o TecMundo), app oficial e área “Benefícios” dentro da conta Decolar.
• Primeiro acesso: quem cria cadastro no aplicativo recebe 10% de desconto na compra inicial.
• Modo de uso: selecionar a oferta, verificar se há código a ser copiado ou se o desconto já está embutido no link e concluir o pagamento.
Principais categorias de desconto
Primeira compra: abatimento de até R$ 300 em pacotes para novos usuários.
Indique e ganhe (App): R$ 1.500 em créditos distribuídos por indicação de amigos.
Parceria Mastercard: desconto adicional de 12% em hotéis e pacotes pagos com o cartão.
Parceria Visa: corte de até 10% em reservas.
Segmentos temáticos: cupons específicos para Disney, Punta Cana, Buenos Aires e outras rotas populares, variando de 5% a 15%.
Calendário promocional que deve mover o tráfego
Black Friday e Cyber Monday: promessas de mais de 70% off no fim de novembro.
Semana do Consumidor (março): cupons de até 30%.
Natal e Ano Novo: campanhas sazonais focadas em férias de verão, com cortes direcionados a destinos de praia na América Latina.
Muito além do preço: o que o “efeito cupom” da Decolar ensina sobre aquisição e retenção de clientes
Ao observar o pacote de descontos, fica claro que a Decolar não está apenas queimando margem: ela está comprando dados de comportamento e fidelidade. O incentivo de 10% para a primeira compra no app, por exemplo, serve para empurrar o usuário ao ambiente mobile — onde o acompanhamento de jornada é mais preciso, o cross-selling é facilitado por notificações push e o custo de mídia tende a cair graças ao tráfego direto.
Já a mecânica “indique e ganhe” de R$ 1.500 sinaliza que o marketing de referência permanece altamente eficaz quando bem calibrado: o cliente vira canal de aquisição e a empresa dilui o CAC (custo de aquisição de cliente) em bônus que, muitas vezes, expiram antes de serem usados integralmente — um ganho contábil.
Imagem: Internet
A parceria com bandeiras de cartão (Mastercard e Visa) adiciona uma camada de segmentação de alto valor: o usuário que paga com crédito costuma viajar mais vezes e tem tíquete médio maior. Para os emissores, o acordo turbina transações internacionais; para a Decolar, sacrifica pouco da comissão e transforma o cartão num “gate” de fidelização.
Do ponto de vista de publishers e afiliados, o cronograma sazonal revela picos previsíveis de busca orgânica e paga. Black Friday, Cyber Monday e Semana do Consumidor se confirmam como períodos de tráfego intenso, mas o detalhe relevante é a cadência: em 2025, a Decolar espalha mini campanhas temáticas (Disney, Punta Cana, Buenos Aires) ao longo do ano, suavizando a dependência de novembro. Quem otimiza SEO para viagens deve alinhar calendários editoriais a esses micro-picos.
No fim, a guerra de cupons não é apenas sobre quem oferece o menor preço. Trata-se de construir uma malha de dados proprietários, aumentar LTV (valor de tempo de vida do cliente) e deslocar a disputa por visibilidade para dentro do ecossistema do app. Quem cria conteúdo ou gerencia mídia de performance precisa ler esses sinais para ajustar estratégia, palavras-chave e, principalmente, prever flutuações de comissão em programas de afiliados de turismo.
Em resumo, os descontos de até 38% são a ponta visível de uma engrenagem que mira engajamento contínuo, captação de first-party data e reforço de marca em um mercado que não perdoa quem fica um clique atrás.