Imagine abrir o celular em duas dobras e transformar o bolso em um mini-tablet de 10 polegadas. Esse é o conceito por trás do Galaxy TriFold, próximo salto da Samsung no universo dos dobráveis. De acordo com fontes ouvidas pela CNN, a empresa estuda lançar o aparelho nos Estados Unidos até o fim de 2025, algo inédito para um formato que, até agora, parecia destinado apenas a demonstrações de feira e mercados asiáticos.
Para quem produz conteúdo em WordPress, vive de anúncios no Google AdSense ou administra campanhas de afiliados, a notícia vai além do gadget futurista: envolve mudanças no comportamento de consumo, na forma como sites serão exibidos e na corrida das gigantes por novas categorias de hardware. Entender quando e onde o TriFold desembarca ajuda a prever tendências de design responsivo, tamanho de criativos e até métricas de engajamento.
O que é o Galaxy TriFold e por que ele chama atenção
O dispositivo adota um formato “trifold”: duas dobradiças que dividem a tela em três segmentos, chegando a aproximadamente 10 polegadas quando totalmente aberto. Fechado, ele exibe um painel externo para tarefas rápidas, similar à linha Z Fold, mas com proporções ainda não vistas no portfólio da Samsung.
Rumores compilados pelo CNET indicam tela OLED, conjunto de câmeras com sensor principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP e telefoto de 10 MP. O preço estimado gira em torno de US$ 3 000 (algo perto de R$ 16 000 em conversão direta), o que o coloca claramente na categoria de produtos de nicho.
Calendário e mercados cogitados
As fontes da CNN falam em 29 de setembro de 2025 como possível data de anúncio, durante o terceiro evento Unpacked do ano, realizado na Coreia do Sul. O site 9to5Google reforça que o lançamento nos EUA ainda está “em avaliação”, mas destaca ser a primeira vez que a Samsung demonstra interesse concreto em uma distribuição global.
Historicamente, modelos mais exóticos da marca — como edições especiais do Z Fold — ficaram restritos a Coreia do Sul e China. Caso o TriFold realmente chegue ao Ocidente, será o primeiro trifold de grande fabricante disponível fora da Ásia. Até o momento, não há qualquer sinalização oficial sobre venda no Brasil.
Concorrência e posicionamento estratégico
O aparelho pode aparecer semanas depois do iPhone 17 e iPhone Air, esperados para 2025 com o maior redesenho da Apple em quase uma década. Há também rumores de que a Apple só apresentará seu primeiro dobrável em 2026, o que daria à Samsung um ano de vantagem em exposição de marca.
Imagem: yllyso
Números internos citados pelo Olhar Digital apontam crescimento de 25 % nas pré-vendas das linhas Z Flip e Z Fold entre 2024 e 2025, sinal de que o público está mais aberto a formatos “fora do padrão barra”. Nesse cenário, o TriFold serviria menos como best-seller e mais como vitrine tecnológica — o chamado halo effect — reforçando a imagem da Samsung como líder em telas flexíveis.
Dobrar (ou triplicar) o jogo: o que o TriFold muda de verdade?
Para o usuário comum, o impacto imediato é a expansão do conceito de mobilidade: um dispositivo que cabe no bolso e vira quase um tablet sem depender de acessórios extras. Na prática, isso empurra desenvolvedores web e criadores de conteúdo a repensar breakpoints de CSS, proporções de anúncios e estratégias de “acima da dobra” — expressão que, ironicamente, ganha novo significado.
Para profissionais de marketing, telas maiores em modo portátil significam novos formatos de mídia e potencial para multitarefa real, onde dois ou três apps dividem espaço de forma produtiva. Campanhas em vídeo, por exemplo, podem ganhar visibilidade sem roubar toda a interface do usuário. Já do lado de hardware, o preço de três mil dólares limita o alcance inicial, mas cria precedente que pressiona fornecedores a baratear componentes flexíveis.
Por fim, a movimentação da Samsung funciona como termômetro da indústria: se o TriFold vender o suficiente para justificar a produção em massa, veremos mais concorrentes — inclusive Apple e fabricantes chinesas — acelerando projetos semelhantes. Caso contrário, ficará marcado como exercício de engenharia que pavimentou o caminho para tecnologias mais maduras. De um jeito ou de outro, quem trabalha com experiência digital precisa acompanhar: o “tamanho da tela” deixou de ser variável fixa e caminha para um futuro literalmente dobrável — ou melhor, triplicável.