Sabe aquele computador montado lá em 2017 com uma placa-mãe AM4 que você achou ultrapassada? A AMD acaba de provar o contrário. Quase uma década depois da estreia do soquete, chega o Ryzen 5 5600F, um processador que promete dar sobrevida a máquinas antigas sem exigir troca de placa-mãe — um alívio para quem quer economizar e ainda assim ganhar fôlego em multitarefa ou edição de vídeo leve.
O anúncio veio acompanhado de uma leva completa: chips “F” de última geração, modelos Ryzen PRO focados em trabalho corporativo e um novo EPYC para data centers compactos. Se você produz conteúdo em WordPress, roda campanhas no AdSense ou depende do PC para renderizar gráficos, vale entender por que a AMD está esticando tanto a vida útil de um soquete lançado em 2016 e como isso mexe nas suas futuras decisões de upgrade.
Ryzen 5 5600F: seis núcleos Zen 3 para o veterano AM4
Lançado em 18 de setembro de 2025, o Ryzen 5 5600F replica quase tudo que já vimos no Ryzen 5 5600: seis núcleos, 12 threads e boost de até 4 GHz na arquitetura Zen 3. A única diferença prática é a ausência de GPU integrada, sinalizada pelo sufixo “F”. Isso obriga o uso de uma placa de vídeo dedicada, mas também reduz custos de fabricação e, por tabela, o preço final.
Para quem tem uma placa-mãe AM4 guardando poeira, o 5600F surge como atualização plug-and-play capaz de prolongar a plataforma por mais alguns anos. É a mesma estratégia que manteve o AM4 relevante até agora: upgrades incrementais sem exigir troca de todo o conjunto.
Modelos 9000F estreiam o Zen 5 sem vídeo integrado
Além do 5600F, a AMD apresentou dois processadores Zen 5 também desprovidos de gráficos integrados:
- Ryzen 7 9700F – oito núcleos, boost de 5,5 GHz;
- Ryzen 5 9500F – seis núcleos, boost de 5 GHz.
Ambos se encaixam na estratégia “F”: corte do iGPU para quem já possui placa dedicada ou prioriza desempenho bruto por real investido. Eles atendem placas-mãe AM5, mirando gamers entusiastas e criadores que não abrem mão de renderização acelerada por GPU discreta.
Ryzen PRO 9000 e EPYC 4005: segurança e eficiência para o mundo corporativo
No segmento profissional, a AMD revelou a linha Ryzen PRO 9000, com recursos adicionais de segurança e validação mais rígida de firmware. O destaque é o Ryzen 9 PRO 9945, que chega a 12 núcleos, 24 threads e até 5,4 GHz, reivindicando até 44 % mais desempenho que o Intel Core i7-14700 em testes internos de Blender.
A família inclui ainda o Ryzen 5 PRO 9645 (seis núcleos, 5,4 GHz). Esses chips costumam aparecer mais em estações de trabalho OEM do que nas prateleiras de varejo.
Imagem: Internet
Para cargas de servidor leve e edge computing, a AMD apresentou o EPYC Embedded 4005. O topo da linha, EPYC 4565P, traz 16 núcleos Zen 5 focados em baixa latência e eficiência energética, ideal para micro-data centers e appliances de rede.
AM4 ainda respira: por que a AMD insiste — e como isso afeta seu próximo upgrade
Manter o AM4 vivo nove anos depois não é mero sentimentalismo. A AMD entendeu que há um mar de usuários satisfeitos com placas-mãe antigas, mas que desejam salto de performance sem o custo de trocar todo o kit. A jogada gera receita recorrente com mínima engenharia extra, enquanto fideliza quem pode migrar para o AM5 mais adiante.
Para criadores de conteúdo ou profissionais de marketing digital, isso se traduz em duas consequências imediatas:
- Ciclo de upgrade mais barato. Um 5600F pode dobrar a velocidade de tarefas multitarefa em relação a um Ryzen 1000 ou 2000 sem exigir nova placa-mãe ou memória DDR5. Menos dinheiro em hardware significa mais verba para plugins, temas ou campanhas.
- Mercado de segunda mão aquecido. Processadores AM4 antigos tendem a ganhar procura por iniciantes, enquanto peças AM4 de gama alta ficam mais acessíveis. Isso reduz barreiras de entrada para quem está montando o primeiro setup de criação.
No topo, a linha PRO evidencia a separação de público: segurança, estabilidade e garantias estendidas são vendidas para empresas, liberando a AMD para ser agressiva em preço nos modelos de varejo. Já os “F” sem iGPU refletem a constatação de que gamers e criadores avançados quase sempre usam GPU dedicada — portanto, pagar por gráficos integrados seria desperdiçar silício.
Em essência, a AMD acerta ao alongar a vida útil de plataformas existentes enquanto empurra o estado da arte com Zen 5. Para quem vive de produzir, hospedar ou monetizar conteúdo, a boa notícia é clara: há opções de upgrade que cabem tanto no bolso quanto na infraestrutura já instalada, permitindo focar no que realmente gera retorno — seu trabalho, não a troca constante de hardware.