Mísseis hipersônicos voltaram ao centro do debate militar porque combinam velocidade acima de Mach 5 com manobras agressivas, reduzindo drasticamente as chances de interceptação e elevando o risco estratégico para qualquer país que dependa de sistemas antimísseis tradicionais.
Desde a Segunda Guerra, projéteis balísticos já ultrapassavam Mach 5; a alemã V-2 chegava perto disso nos anos 1940. O que muda agora é a capacidade de manobrar em altitudes mais baixas, fora das previsíveis trajetórias parabólicas. Quando um veículo de reentrada “plana” próximo ao limite da atmosfera, radares têm menos tempo para rastrear e calcular uma rota de defesa. Segundo análise da MIT Technology Review, cada correção de curso a mais de 1 km/s embaralha algoritmos que precisam de milissegundos para reagir — um desafio que sistemas como Patriot ou THAAD nem sempre conseguem vencer.
A Rússia já emprega três famílias diferentes: o Kinzhal lançado por caças, o Zircon antinavio de cruzeiro e o “sinistro” Oreshnik, um IRBM MIRV que atinge Mach 10 na fase final. A China testa armas equivalentes em exercícios sobre o Mar do Sul, reforçando a disputa por superioridade regional. O Irã, por sua vez, exibe o Fattah-1, que usa motor sólido no estágio terminal para executar curvas bruscas antes de mergulhar sobre o alvo a, supostamente, Mach 15. Mesmo que o número seja otimista, velocidades acima de Mach 8 já tornam a intercepção cinética cara e pouco confiável.
Interceptar projéteis a 10 vezes a velocidade do som exige múltiplas linhas de tiro — radares espaciais, mísseis exoatmosféricos e baterias de curto alcance — atuando em segundos diferentes da trajetória. A Ucrânia tem mostrado que, contra Kinzhal, é preciso disparar vários Patriots para obter 37% de eficácia. Cada míssil interceptador custa milhões e, mesmo assim, basta uma ogiva escapar para causar danos estratégicos. Isso fortalece a corrida armamentista: enquanto nação desenvolve contramedidas, rivais barateiam ogivas manobráveis e multiplicam lançadores móveis, complicando a doutrina de defesa ponto a ponto.
Pentágono e OTAN correm para equilibrar o jogo com sensores de última geração e kill vehicles mais ágeis, mas analistas ressaltam que a janela de interceptação deve ficar ainda menor conforme novos protótipos chineses e russos baixam para altitudes de apenas 30 km. Na prática, isso pressiona orçamentos militares e amplia a importância de inteligência preditiva para neutralizar lançadores antes do disparo.
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Crédito da imagem: Meiobit Fonte: Meiobit
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