Especialistas veem nova onda de infecções que contorna o Gatekeeper da Apple
AMOS infostealer — o malware focado em macOS evoluiu de golpes isolados para campanhas em massa, colocando em risco senhas, carteiras de criptomoedas e tokens de autenticação, segundo pesquisadores de segurança.
- Em resumo: praga usa engenharia social para convencer usuários a instalar apps falsos que driblam as barreiras nativas do macOS.
Como o AMOS engana o usuário e dribla o ecossistema Apple
Distribuído por anúncios maliciosos e mensagens em redes sociais, o AMOS se apresenta como atualização de software popular. Uma vez executado, captura cookies de sessão, senhas salvas e carteiras criptos, enviando tudo para servidores controlados pelos criminosos. De acordo com análise citada pelo TechCrunch, o código foi escrito para burlar Gatekeeper e notarização da Apple, mecanismos que normalmente bloqueiam binários não assinados.
“Trata-se de um dos malwares mais perigosos já vistos no macOS, tanto pelo número de vítimas quanto pela sofisticação do roubo de credenciais”, alerta um pesquisador ouvido pelo TechRadar Pro.
Por que a ameaça ganha tração e o que muda para o usuário brasileiro
Diferente de campanhas antigas que miravam principalmente Windows, o AMOS mostra que os cibercriminosos já consideram o macOS terreno fértil. No Brasil, onde Macs representam cerca de 10% dos PCs em uso, a tendência preocupa empresas que adotaram dispositivos Apple no trabalho híbrido. Especialistas recomendam atualizar o sistema, evitar download fora da App Store e ativar senhas fortes no iCloud Keychain.
Como saber se meu Mac está infectado pelo AMOS?
Queda brusca de desempenho e alertas de login inusitados indicam possível infecção; use antivírus confiável para escanear o sistema.
Existe correção oficial da Apple?
Até o momento não; a Apple atualiza assinaturas de segurança continuamente, mas a prevenção depende do usuário não instalar apps fora da loja.
O que você acha? Sua empresa já incluiu Macs na política de segurança? Para mais análises sobre ciberameaças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Apple